A primeira-dama de Turilândia, Eva Maria Oliveira Cutrim Dantas, conhecida como Eva Curió, deixou oficialmente o cargo que ocupava no Governo do Estado após ter a exoneração formalizada no Diário Oficial. Ela exercia a função de superintendente de Articulação Regional da Secretaria de Estado da Articulação Política, na regional de Viana, cargo de simbologia DGA. A publicação ocorreu no último dia 5, mas com efeito retroativo ao dia 24 do mês anterior.
Eva Curió está presa preventivamente desde o dia 22, no âmbito das investigações conduzidas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público. As apurações apontam que ela e o marido, Paulo Curió, prefeito afastado de Turilândia, teriam papel central em um esquema criminoso que, segundo os investigadores, desviou cerca de R$ 56 milhões dos cofres municipais ao longo dos últimos quatro anos, por meio de fraudes em processos licitatórios e contratos públicos.
Antes da deflagração da operação, Eva vinha se destacando no cenário político, com forte articulação para disputar uma vaga na Assembleia Legislativa do Maranhão, o que ampliou a repercussão do caso.
A prisão do casal ocorreu durante a segunda fase da Operação Tântalo, que resultou na detenção de 21 investigados, incluindo a vice-prefeita Tanya Mendes e os 11 vereadores do município. Eva e Paulo Curió permanecem custodiados na Penitenciária de Pedrinhas, em São Luís.
O casal estava previsto para prestar depoimento à Procuradoria-Geral de Justiça nesta terça-feira, 6, mas a oitiva foi adiada a pedido das defesas. Já Tanya Mendes e o marido, Hyan Alfredo Mendonça Silva, devem ser ouvidos nesta quarta-feira, 7.
Outros investigados já prestaram depoimento ao Ministério Público, entre eles um médico apontado como financiador do grupo, uma ex-pregoeira, um contador considerado peça-chave na investigação, além de uma ex-vice-prefeita e o marido dela.
Enquanto o inquérito avança, a Prefeitura de Turilândia segue sob gestão interina do presidente da Câmara Municipal, José Luís Araújo Diniz, que cumpre prisão domiciliar monitorada por tornozeleira eletrônica.
