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FLAVIO DINO

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, determinou que os 21 partidos com representação no Congresso Nacional prestem esclarecimentos sobre a participação de dirigentes partidários na destinação de emendas parlamentares. A decisão foi publicada nesta terça-feira (15) e integra as ações conduzidas pela Corte para ampliar a transparência na aplicação dos recursos públicos.

Na determinação, o magistrado solicita informações sobre a existência de cotas, reservas ou qualquer outro mecanismo que permita aos presidentes das legendas influenciar a distribuição de emendas. Caso tais instrumentos existam, os partidos deverão detalhar sua finalidade, abrangência, responsáveis pela autorização dos recursos e o embasamento jurídico que sustenta a prática.

O STF também quer saber quais documentos formalizam esses mecanismos, como normas internas, atas ou regulamentos partidários, além de esclarecer o procedimento utilizado para definir a destinação dos recursos.

A decisão foi motivada por declarações do presidente nacional do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, durante entrevista concedida à GloboNews. Ao comentar a participação dos dirigentes partidários na distribuição de emendas, Valdemar confirmou que presidentes de partidos exercem influência nesse processo.

Ao justificar a medida, Flávio Dino destacou que as declarações merecem atenção por terem sido feitas por um dos principais dirigentes partidários do país. Segundo o ministro, a possibilidade de existência de emendas controladas ou repassadas a presidentes de partidos representa um fato novo que precisa ser esclarecido.

A determinação ocorre em meio às investigações conduzidas pelo Supremo sobre a destinação de emendas parlamentares. No último dia 10, Dino suspendeu a execução de recursos que teriam sido indicados de forma irregular por Valdemar Costa Neto, embora o dirigente negue qualquer irregularidade.

Em outra frente de investigação, o ministro determinou, no início deste mês, o bloqueio de R$ 6,1 milhões vinculados ao ex-deputado federal Eduardo Cunha, atualmente filiado ao Republicanos. A medida está relacionada a apurações sobre suposto direcionamento de emendas por pessoas sem mandato parlamentar.

As informações solicitadas aos partidos deverão subsidiar as investigações em andamento e contribuir para a análise do modelo de distribuição das emendas parlamentares no país. A iniciativa faz parte do conjunto de ações do STF voltadas ao fortalecimento dos mecanismos de controle e transparência na gestão dos recursos públicos.

ADOLESCENTE GRAVIDA

Um levantamento realizado por pesquisadores e publicado na revista científica Cadernos de Saúde Pública, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), acendeu um alerta sobre a realidade da gravidez infantil no Maranhão.

A pesquisa mostra que milhares de meninas entre 10 e 13 anos engravidaram ao longo da última década, enquanto apenas uma pequena parcela dos casos de violência sexual chegou aos sistemas oficiais de notificação.

O Maranhão foi escolhido pelos pesquisadores devido às condições sociais que tornam crianças e adolescentes mais vulneráveis.

Entre os fatores considerados estão os baixos indicadores socioeconômicos, dificuldades de acesso aos serviços de saúde, cobertura insuficiente da atenção primária e limitações na assistência pré-natal.  Além disso, estados das regiões Norte e Nordeste apresentam historicamente maiores índices de gravidez precoce.

O estudo analisou informações registradas entre 2012 e 2022 em diferentes bancos de dados do Ministério da Saúde, incluindo o Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (Sinasc), Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM), Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS) e o Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan).

Número de gestações pode ser muito maior

Nos registros oficiais foram identificadas 4.839 gestações envolvendo meninas de 10 a 13 anos durante o período analisado.

Entretanto, os pesquisadores fizeram uma estimativa para incluir adolescentes que deram à luz aos 14 anos, mas que provavelmente engravidaram quando ainda tinham 13 anos. Com esse ajuste metodológico, o número de gestações sobe para mais de 12 mil casos, cerca de duas vezes e meia acima do total inicialmente registrado.

Segundo os autores, isso demonstra que a dimensão do problema é significativamente maior do que indicam as estatísticas convencionais.

Poucos casos de violência são oficialmente registrados

A legislação brasileira considera estupro de vulnerável qualquer relação sexual envolvendo menores de 14 anos, independentemente de consentimento.

Mesmo assim, durante os dez anos avaliados, apenas 1.410 notificações de estupro envolvendo meninas entre 10 e 13 anos foram registradas no Maranhão.

Ao comparar esse número com as gestações oficialmente registradas, a cobertura das notificações corresponde a aproximadamente 29%. Quando a estimativa das mais de 12 mil gestações é considerada, esse percentual cai para cerca de 11,5%.

Os pesquisadores ressaltam que nem toda violência sexual resulta em gravidez, mas afirmam que a diferença entre os números evidencia uma expressiva subnotificação e indica que muitos casos deixam de ser identificados pelos serviços públicos.

Grande parte dessas situações ocorre dentro do ambiente familiar ou envolve pessoas conhecidas da vítima, circunstância que dificulta denúncias e favorece a permanência dos episódios de violência em silêncio.

Diferenças regionais reforçam desigualdades

A pesquisa também identificou diferenças importantes entre as regiões de saúde do Maranhão.

As taxas de gravidez infantil e os índices de notificação da violência variam conforme a região, refletindo desigualdades relacionadas à renda, escolaridade, acesso aos serviços públicos e condições sociais.

Os pesquisadores destacam ainda que áreas com maior presença de populações indígenas apresentaram taxas mais elevadas de fecundidade entre meninas menores de 14 anos e menor volume de notificações.

Dados nacionais utilizados no estudo mostram que, entre 2012 e 2022, a proporção de nascimentos entre meninas indígenas de 10 a 14 anos foi cerca de oito vezes superior à observada entre meninas brancas. Segundo os autores, esse cenário pode estar relacionado tanto às dificuldades de acesso à saúde e à educação quanto à existência de práticas culturais envolvendo uniões em idades precoces.

Gravidez infantil aumenta riscos para mães e bebês

Além da violência, o estudo mostra que a gravidez nessa faixa etária representa um importante fator de risco para a saúde.

Entre meninas de 10 a 13 anos, aproximadamente 18,5% dos bebês nasceram prematuros, enquanto 14,2% apresentaram baixo peso ao nascer.

Entre mulheres de 20 a 29 anos, utilizadas como grupo de comparação, esses índices foram praticamente a metade: 9,9% para prematuridade e 6,6% para baixo peso.

Os pesquisadores também observaram maiores índices de mortalidade fetal e neonatal entre as crianças nascidas de mães muito jovens.

O dado mais preocupante, entretanto, refere-se à mortalidade materna. Entre mulheres de 20 a 29 anos foram registrados 69,8 óbitos para cada 100 mil nascidos vivos. No grupo de meninas entre 10 e 13 anos, essa taxa alcançou 301,1 mortes por 100 mil nascidos vivos, representando um risco mais de quatro vezes superior.

Acesso ao aborto legal ainda enfrenta barreiras

Como toda gestação em menores de 14 anos é considerada consequência de estupro de vulnerável pela legislação brasileira, essas meninas têm direito ao aborto previsto em lei.

Apesar disso, o estudo aponta que o acesso ao procedimento permanece extremamente restrito.

Os pesquisadores verificaram que a proporção de internações relacionadas ao aborto legal é muito inferior entre meninas de 10 a 13 anos quando comparada às mulheres adultas.

Entre os principais obstáculos estão a pequena quantidade de serviços especializados disponíveis, especialmente nas regiões Norte e Nordeste, a concentração desses atendimentos em grandes centros urbanos e a dependência dos responsáveis legais para que crianças consigam acessar o serviço, situação que pode impedir ou retardar o atendimento quando a violência ocorre dentro da própria família.

Falhas na proteção das crianças

Para os autores, a gravidez em meninas de até 13 anos representa não apenas um problema de saúde pública, mas também uma grave violação dos direitos da infância.

Quando a violência sexual não é identificada nem notificada, deixam de ser acionadas as redes de proteção responsáveis por oferecer acompanhamento psicológico, assistência social, atendimento médico e medidas para interromper ciclos de abuso.

Além dos impactos físicos, a gravidez precoce costuma interromper a vida escolar, limitar oportunidades futuras e ampliar desigualdades sociais já existentes.

Medidas apontadas pelo estudo

Os pesquisadores defendem o fortalecimento das políticas públicas voltadas à proteção de crianças e adolescentes no Maranhão.

Entre as principais recomendações estão a ampliação da integração entre saúde, educação, assistência social e sistema de justiça; a capacitação dos profissionais para identificar sinais de violência sexual; o aprimoramento das notificações obrigatórias; a expansão da educação sexual; e a garantia de acesso aos serviços de saúde reprodutiva previstos em lei, incluindo o atendimento especializado às vítimas de violência sexual.

Para os autores, assegurar esses direitos é fundamental para impedir que milhares de meninas tenham sua infância interrompida por situações de violência e vulnerabilidade.

PC VILA NOVA

Justiça também autorizou a apreensão de bens e determinou o bloqueio de mais de R$ 12,5 milhões com indícios de origem ilícita.

Um casal de influenciadores digitais foi preso na manhã desta quarta-feira (15) em uma casa no bairro Vila Nova, em São Luís. A dupla é investigada pela divulgação de plataformas ilegais de jogos de azar e por lavagem do dinheiro obtido dessa forma. A prisão foi efetuada pela Polícia Civil, em cumprimento a mandados expedidos pela Justiça do Maranhão.

Os policiais também cumpriram ordens judiciais de busca e apreensão, além do bloqueio de bens e valores do casal. A operação foi coordenada pela Superintendência Estadual de Investigações Criminais (SEIC), por meio do Departamento de Combate ao Crime Tecnológico (DCCT).

Segundo as investigações, até pouco tempo atrás, o casal era beneficiário de um programa social do Governo Federal. No entanto, após o início da divulgação dos jogos de azar, os alvos passaram a apresentar movimentação financeira incompatível com a renda declarada. Em um intervalo curto de tempo, foram movimentados mais de R$ 12,5 milhões.

Ainda de acordo com a polícia, havia uma divisão de funções entre os investigados. Enquanto a influenciadora era responsável pela divulgação e promoção das plataformas ilegais junto aos seus seguidores nas redes sociais, o companheiro concentrava e administrava os recursos obtidos com a atividade ilícita.

As autoridades afirmam que a influenciadora também participou diretamente da lavagem do dinheiro. A suspeita fez sucessivos saques em espécie que, somados, totalizaram R$ 950 mil. As investigações encontraram indícios da utilização de empresas de fachada e de pessoas interpostas, conhecidas como “laranjas”, para ocultar e movimentar os recursos de origem ilícita.

A Polícia Civil também identificou a associação do casal com representantes das plataformas clandestinas e com intermediadores responsáveis por recrutar influenciadores para divulgar os jogos ilegais, prática que pode configurar, além da exploração de jogos de azar, crimes contra as relações de consumo.

Diante dos indícios de crimes, a Justiça deferiu a prisão preventiva do casal e dos mandados de busca e apreensão na casa deles. Também foi autorizada a apreensão de veículos e o bloqueio de ativos financeiros com teto de R$ 12.514.283.

O DCCT informou que as investigações continuam com o objetivo de identificar outros integrantes da organização criminosa, aprofundar a apuração dos delitos praticados e responsabilizar todos os envolvidos na estrutura criminosa.

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Moradores do Residencial Carlos Augusto, em Paço do Lumiar, denunciam o abandono de ruas da comunidade e cobram uma ação urgente da Prefeitura para solucionar os problemas de infraestrutura.

Segundo os relatos, várias vias estão cheias de buracos, lama e mato, dificultando o tráfego de veículos e a circulação de pedestres. Um dos exemplos apontados pelos moradores é a Rua 09, que, segundo eles, apresenta condições precárias e tem causado transtornos diários para quem vive na região.

A comunidade afirma que a falta de manutenção compromete a mobilidade, principalmente em períodos de chuva, quando o acesso às residências fica ainda mais difícil.

Os moradores pedem que o poder público realize obras de recuperação das ruas e garanta melhores condições de infraestrutura, segurança e qualidade de vida para todos os moradores do Residencial Carlos Augusto.

Veja o Vídeo:::

 

lula novo pac

O Tribunal de Contas da União (TCU) concluiu que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva teve desempenho abaixo do previsto no cumprimento das metas estabelecidas para 2025 no Plano Plurianual (PPA). Segundo o relatório, as áreas de Saúde e do Novo PAC registraram os resultados mais baixos entre as agendas avaliadas. O parecer sobre as contas do presidente, aprovadas com ressalvas pela Corte, foi encaminhado ao Congresso Nacional, responsável pelo julgamento final.

Foto: reprodução

Na Saúde, apenas 16,7% dos objetivos específicos previstos para 2025 atingiram as metas. De acordo com o TCU, o programa Atenção Primária à Saúde não alcançou nenhum de seus quatro objetivos específicos. Já o programa Atenção Especializada à Saúde cumpriu apenas uma das cinco metas relacionadas à ampliação da oferta de serviços.

Os dois programas somaram R$ 163 bilhões em dotação orçamentária atualizada no ano, o equivalente a 63% dos recursos destinados à função saúde. Para o tribunal, os números mostram que o alcance das metas permaneceu limitado mesmo em áreas consideradas prioritárias pelo governo.

No caso do Novo PAC, o relatório aponta que apenas 23,1% das metas de entregas foram cumpridas, percentual que corresponde a cerca de metade da média geral, de 44,8%. O programa de Transporte Rodoviário, que recebeu autorização de R$ 12,5 bilhões no Orçamento de 2025, atingiu integralmente apenas 20% das metas previstas para suas entregas.

Em contrapartida, a agenda da Educação Básica apresentou o melhor desempenho no cumprimento dos objetivos específicos, com 58,3%, enquanto a área de Meio Ambiente registrou o maior índice de cumprimento das metas de entregas, com 58,45%.

O TCU também destacou que, na educação, embora 98% dos recursos de investimento tenham sido empenhados, somente 35% foram liquidados em 2025. Segundo o tribunal, o resultado está relacionado à aprovação tardia da Lei Orçamentária Anual (LOA) e a limitações operacionais na execução. Como exemplo, o relatório cita o Programa de Educação Profissional e Tecnológica, no qual, dos R$ 4,51 bilhões empenhados, R$ 3,23 bilhões foram liquidados.

Na área de Assistência Social, 19 das 70 metas analisadas não foram alcançadas. Dessas, seis apresentaram alta execução financeira, mas baixo desempenho físico. Já na Previdência Social, o TCU identificou que metade dos 18 planos orçamentários examinados não atingiu as metas físicas ou apresentou divergências relevantes entre a execução física e financeira sem justificativas técnicas suficientes, incluindo indicadores relacionados à perícia médica.

Para explicar o baixo desempenho, os gestores citaram fatores como metas mal definidas, falhas de implementação, insuficiência orçamentária e falta de pessoal. Mais da metade das metas de entregas, equivalente a 50,8%, apresentou algum tipo de restrição, sendo a insuficiência de recursos a ocorrência mais frequente, registrada em 19,3% dos casos.

O relatório também aponta que 47,9% das metas com restrições não continham classificação que permitisse um diagnóstico sistemático. Na avaliação qualitativa, o tribunal identificou problemas recorrentes, como baixa capacidade técnica de estados e municípios, atrasos no cumprimento de cronogramas e restrições fundiárias e ambientais.

Entre as principais causas para o desempenho abaixo do esperado, o TCU cita fragilidade na definição das metas, atraso na execução orçamentária em razão da aprovação tardia do Orçamento de 2025, dificuldade em transformar recursos em entregas efetivas, limitações técnicas dos entes subnacionais, dependência crescente de emendas parlamentares e falhas no monitoramento gerencial.

Segundo o tribunal, esses fatores resultaram em atrasos, execução parcial ou ausência de entrega de bens e serviços públicos, como atendimentos de saúde abaixo do planejado e obras de infraestrutura executadas de forma incompleta. (Com informações de Portal O Informante)

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O ex-prefeito de Santa Rita, Hilton Gonçalo, teve sua pré-candidatura ao Senado Federal deferida durante o Congresso Nacional do Mobiliza, realizado no Rio de Janeiro. Mesmo à distância, Gonçalo participou remotamente do encontro e formalizou sua intenção de disputar uma vaga na Câmara Alta nas eleições de 2026.

A candidatura, que inicialmente contará com o apoio do Agir, passa agora a integrar oficialmente o planejamento eleitoral da legenda para o próximo pleito.

Durante o congresso, a direção nacional do Mobiliza definiu que todos os diretórios estaduais deverão apresentar, até o próximo dia 15 de julho, suas propostas de coligações para as eleições estaduais. No entanto, o Maranhão recebeu um tratamento diferenciado.

Por decisão da executiva nacional, Hilton Gonçalo terá o prazo estendido até o encerramento do período das convenções partidárias, em 5 de agosto, para definir a estratégia eleitoral. Com isso, o pré-candidato ficará livre para negociar alianças com qualquer grupo político que considere mais adequado ao seu projeto ou, caso entenda ser o melhor caminho, disputar o Senado de forma independente.

A flexibilização do prazo amplia a margem de negociação política no estado e permite que o grupo liderado por Hilton Gonçalo acompanhe a evolução das articulações partidárias antes de definir o posicionamento definitivo para a eleição de 2026.

CUNHA

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 6 milhões atribuídos ao ex-deputado federal e ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (Republicanos-MG). A medida integra uma investigação conduzida pela Polícia Federal que apura supostas irregularidades na destinação de recursos provenientes de emendas parlamentares.

A decisão foi assinada no dia 6 de julho e divulgada neste domingo (12). Até o fechamento desta edição, Eduardo Cunha não havia se pronunciado sobre o caso.

A investigação é a mesma que resultou no bloqueio de R$ 119 milhões relacionados ao ex-deputado federal Valdemar Costa Neto, presidente nacional do Partido Liberal (PL). As apurações apontam suspeitas de direcionamento irregular de recursos públicos por meio de emendas parlamentares.

De acordo com a Polícia Federal, há indícios de que Eduardo Cunha teria participado da definição de municípios beneficiados por verbas federais, mesmo sem exercer mandato parlamentar. Os investigadores sustentam que a indicação de emendas deve ser realizada por representantes eleitos e dentro das normas institucionais estabelecidas.

Segundo documentos encaminhados ao STF, Cunha teria utilizado a atuação da servidora da Câmara dos Deputados Mariângela Fialek, conhecida como “Tuca”, para influenciar a distribuição dos recursos. A PF afirma ter identificado elementos que apontariam para a existência de uma estrutura informal destinada ao direcionamento de verbas públicas.

O relatório da investigação aponta que o ex-deputado teria atuado como articulador das indicações, apesar de não ocupar cargo eletivo. Na decisão, Flávio Dino menciona a identificação de pelo menos 21 emendas parlamentares que somam cerca de R$ 6,15 milhões. Conforme a apuração, os registros oficiais dessas indicações teriam sido elaborados de forma a ocultar o verdadeiro responsável pelos pedidos dos recursos.

A Polícia Federal também destaca que Cunha manteria influência política suficiente para interferir na distribuição de verbas federais, mesmo fora da atividade parlamentar. Para os investigadores, a situação pode caracterizar desvio da finalidade das emendas, cuja destinação deve atender demandas públicas apresentadas por parlamentares em exercício do mandato.

O relatório cita ainda a participação de Mariângela Fialek na operacionalização das indicações investigadas. Segundo a PF, a servidora possuía acesso e influência dentro da Câmara dos Deputados para viabilizar os procedimentos sob investigação.

Paralelamente às investigações, Eduardo Cunha articula sua candidatura a deputado federal por Minas Gerais nas próximas eleições. O ex-parlamentar já exerceu quatro mandatos pelo Rio de Janeiro e tentou retornar à Câmara em 2022, quando disputou uma vaga por São Paulo, mas não foi eleito.

O caso é um desdobramento da Operação Transparência, deflagrada pela Polícia Federal em dezembro do ano passado. A ação busca esclarecer possíveis irregularidades no direcionamento de emendas parlamentares e a eventual participação de pessoas sem mandato eletivo na definição da aplicação de recursos públicos.

aça

O Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE-MA) determinou a anulação da decisão que havia apreciado uma representação envolvendo a Concorrência Eletrônica nº 07/2025, promovida pela Prefeitura de Açailândia para a contratação dos serviços de limpeza pública urbana e coleta de resíduos sólidos.

O contrato possui valor estimado em R$ 28.730.303,57 e abrange tanto a sede quanto a zona rural do município. A medida foi adotada após a Corte identificar um erro formal no trâmite do processo.

De acordo com o Tribunal, houve uma classificação processual incorreta e ausência de publicação válida da decisão, falhas consideradas suficientes para comprometer a regularidade do julgamento e impedir a manutenção da deliberação anteriormente proferida.

Diante da constatação, o Plenário do TCE-MA decidiu, por unanimidade, tornar sem efeito a decisão anterior e determinar o retorno dos autos ao gabinete do relator. O processo passará por novo exame após a correção das inconsistências processuais apontadas pela Corte.

A representação que motivou a análise do Tribunal questiona possíveis irregularidades no edital da licitação e foi apresentada com pedido de concessão de medida cautelar. Apesar da anulação da decisão anterior, o mérito das acusações ainda não foi apreciado de forma definitiva.

Com isso, as supostas irregularidades relacionadas ao certame permanecerão sob análise e serão examinadas em um novo julgamento, depois que forem sanados os vícios formais identificados no processo.

A decisão foi relatada pelo conselheiro-substituto Melquizedeque Nava Neto e aprovada por unanimidade durante sessão plenária realizada em 15 de abril de 2026. O acórdão foi publicado no Diário Oficial Eletrônico do TCE-MA em 9 de julho de 2026.

justiça eleitoral

Eleitoral deverá intensificar a fiscalização de enquetes eleitorais divulgadas em redes sociais durante o período que antecede as eleições de 2026 no Maranhão. A medida alcança perfis de Instagram, páginas de notícias, influenciadores digitais e demais usuários que compartilham conteúdos relacionados à intenção de voto.

O objetivo é coibir publicações que possam ser confundidas com pesquisas eleitorais sem registro. Embora as enquetes sejam comuns nas plataformas digitais, a legislação eleitoral estabelece limites para esse tipo de conteúdo, especialmente quando são apresentados percentuais, gráficos ou elementos que possam induzir o eleitor a acreditar que se trata de uma pesquisa oficial.

De acordo com o entendimento da Justiça Eleitoral, enquetes divulgadas com aparência de levantamento científico podem ser enquadradas como pesquisas eleitorais irregulares, caso não cumpram as exigências previstas na legislação. Nesses casos, os responsáveis podem ser penalizados com multas que variam de R$ 53 mil a R$ 106 mil, além da retirada imediata das publicações e outras sanções cabíveis.

O alerta é direcionado a administradores de páginas, portais de notícias, influenciadores digitais e demais produtores de conteúdo que utilizam as redes sociais para abordar temas eleitorais. A Justiça Eleitoral ressalta que pesquisas registradas seguem critérios técnicos e metodológicos específicos, enquanto enquetes informais não possuem validade científica e não devem ser apresentadas como retrato da disputa eleitoral.

Com a aproximação do calendário eleitoral, a tendência é de maior monitoramento das publicações nas plataformas digitais. A orientação é que usuários e criadores de conteúdo adotem cautela ao promover votações ou divulgar resultados envolvendo pré-candidatos e candidatos, evitando práticas que possam resultar em questionamentos jurídicos e punições previstas na legislação eleitoral.

pedro

O pré-candidato ao Governo do Maranhão, Orleans Brandão (MDB), participou neste sábado (11) do lançamento oficial da pré-candidatura do deputado federal Pedro Lucas Fernandes (União Brasil) ao Senado Federal. O evento também contou com a presença do pré-candidato a vice-governador, Edivaldo Holanda Jr., e marcou a confirmação de Pedro Lucas como um dos nomes que disputarão uma vaga no Senado nas eleições de 2026.

Durante o ato político, Orleans Brandão ressaltou a experiência e a trajetória de Pedro Lucas, destacando sua atuação em defesa dos interesses do Maranhão e sua capacidade de articulação em Brasília. Segundo o emedebista, a chegada do deputado fortalece o projeto político que vem sendo construído para o próximo pleito estadual.

“Pedro Lucas chega para somar à nossa composição. É uma liderança que conhece a realidade do Maranhão, possui experiência política e tem contribuído de forma significativa para o desenvolvimento do estado. Tenho convicção de que sua participação fortalecerá ainda mais esse projeto”, afirmou Orleans.

Ao agradecer a confiança recebida, Pedro Lucas destacou que assume a pré-candidatura com o compromisso de continuar trabalhando por iniciativas voltadas à melhoria da qualidade de vida da população maranhense. O parlamentar também defendeu uma atuação próxima dos municípios, com atenção às demandas das cidades e fortalecimento das políticas públicas.

Edivaldo Holanda Jr. também destacou a importância da participação de Pedro Lucas na composição política. Para ele, a experiência acumulada pelo deputado federal no Congresso Nacional será um diferencial na construção de propostas e ações voltadas ao desenvolvimento do Maranhão.

O lançamento da pré-candidatura reuniu lideranças políticas, apoiadores e representantes de diversos municípios maranhenses, consolidando mais um passo na formação das alianças que disputarão as eleições de 2026 no estado.

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Além de medir as intenções de voto para o Governo do Maranhão e o Senado, a pesquisa Real Time Big Data divulgada nesta quarta-feira (8) também avaliou a gestão do governador Carlos Brandão (MDB) e os índices de rejeição e potencial de voto dos principais pré-candidatos ao Palácio dos Leões.

Segundo o levantamento, a administração estadual é aprovada por 55% dos entrevistados, enquanto 41% disseram desaprovar a gestão. Na avaliação detalhada, 35% classificam o governo como ótimo ou bom, 33% consideram regular e 30% o avaliam como ruim ou péssimo.

No levantamento sobre rejeição, o ex-senador Roberto Rocha (Novo) aparece com o maior índice entre os principais pré-candidatos ao governo. Ao todo, 37% dos entrevistados afirmaram que não votariam nele. Eduardo Braide (PSD) registra rejeição de 30%, enquanto Orleans Brandão (MDB) aparece com 27%.

A pesquisa também aferiu o potencial de voto dos candidatos. Entre os entrevistados, 30% disseram que votariam com certeza em Braide e outros 33% afirmaram que poderiam votar no ex-prefeito de São Luís. Já Orleans Brandão tem 18% de eleitores que afirmam votar com certeza em sua candidatura, além de 35% que dizem poder votar nele.

Os dados reforçam que, embora Braide lidere as intenções de voto para o Governo do Maranhão, Orleans apresenta um potencial de crescimento superior entre os eleitores que ainda admitem apoiá-lo, enquanto Roberto Rocha enfrenta o maior obstáculo em razão do elevado índice de rejeição.

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O vereador Ednilson do Kantão (AGIR) concedeu entrevista ao programa Maranhão Urgente nesta quarta-feira (8), quando destacou as ações desenvolvidas pelo Governo do Estado que, segundo ele, têm contribuído significativamente para o município de São José de Ribamar.

Durante a entrevista, o parlamentar ressaltou que a gestão do governador Carlos Brandão tem desempenhado um papel importante no apoio à população ribamarense, especialmente por meio de programas e investimentos em diversas áreas. Entre as iniciativas citadas estão o programa Cuidar dos Olhos, que já beneficiou milhares de pessoas com a entrega de óculos e a realização de mutirões de cirurgias oftalmológicas, além de obras de pavimentação asfáltica em vários bairros, incentivo à cultura e outras ações voltadas à melhoria da qualidade de vida da população.

Ednilson do Kantão também fez críticas à administração municipal. Segundo o vereador, a Prefeitura de São José de Ribamar tem deixado de atender demandas importantes da cidade, obrigando o Governo do Estado a atuar em áreas que, em sua avaliação, são de responsabilidade do Executivo municipal.

“Se não fosse o Governo do Estado, nosso município estaria em uma situação ainda mais difícil. O prefeito Dr. Julinho simplesmente abandonou São José de Ribamar. O Governo do Estado está assumindo uma responsabilidade que não é dele. O governador Carlos Brandão tem sido o verdadeiro prefeito de Ribamar”, afirmou o parlamentar.

O vereador ainda criticou o abandono de obras de escolas municipais e a situação da infraestrutura urbana, citando como exemplo o bairro Jardim Tropical. De acordo com Kantão, apesar da autorização de um empréstimo para viabilizar a pavimentação das ruas da comunidade, as obras prometidas não foram executadas.

Na entrevista, Ednilson também destacou as parcerias políticas que mantém com o vereador de São Luís, Thyago Freitas, e com o governador Carlos Brandão, ressaltando que essas alianças têm contribuído para levar benefícios à população ribamarense.

Eleições de 2026

Ao comentar o cenário político para as eleições de 2026, Ednilson do Kantão confirmou apoio ao nome de Orleans Brandão para o Governo do Estado. Segundo o vereador, Orleans representa a continuidade do trabalho desenvolvido pela atual gestão estadual.

O parlamentar também declarou apoio ao pré-candidato a deputado estadual Tiago Fernandes. Para Kantão, o ex-secretário de Estado da Saúde realizou um trabalho de destaque à frente da pasta, e também quando foi secretário municipal de saúde, o que justifica seu apoio ao projeto político do ex-gestor.

pastor

A Polícia Civil do Maranhão prendeu, nesta quinta-feira (9), um pastor investigado por supostos crimes praticados contra adolescentes em uma igreja localizada no bairro Lima Verde, em Paço do Lumiar, na Região Metropolitana de São Luís.

A prisão foi realizada por equipes da Delegacia do Maiobão, sob coordenação da delegada Maria Eunice, durante uma operação realizada na região da Vila Esperança, na área do Itaqui-Bacanga, na capital maranhense.

De acordo com as investigações, os fatos teriam ocorrido dentro da instituição religiosa, onde o suspeito exercia função de liderança. Conforme apurado pela polícia, as vítimas eram adolescentes que frequentavam a congregação.

Segundo a delegada responsável pelo caso, o investigado costumava levar os jovens para seu escritório dentro da igreja e utilizava argumentos relacionados ao acompanhamento do crescimento físico dos adolescentes para obter registros fotográficos das vítimas. As investigações também apontam que o pastor promovia passeios e atividades fora do ambiente religioso com alguns dos jovens.

O inquérito foi instaurado após denúncias formalizadas por três vítimas, que atualmente já atingiram a maioridade. A Polícia Civil acredita que outras pessoas possam ter sido afetadas, mas ainda não procuraram as autoridades para registrar ocorrência.

A delegada Maria Eunice destacou que os fatos investigados podem ter causado impactos significativos na vida das vítimas, algumas das quais ainda enfrentariam consequências emocionais decorrentes dos episódios relatados.

Após os procedimentos na delegacia, o suspeito foi encaminhado ao sistema prisional, onde permanecerá à disposição da Justiça. As investigações continuam para esclarecer todos os fatos e identificar possíveis novas vítimas.

CARRO ATROPELAMENTO RAPOSA

Uma mulher morreu após ser atropelada por um veículo que desceu sem controle na Estrada da Raposa, no bairro Mangue Seco, no município de Raposa, Região Metropolitana de São Luís.

Segundo informações preliminares, o automóvel teria sido estacionado sem os mecanismos de segurança necessários para impedir sua movimentação. Pouco tempo depois, o veículo passou a descer a via sozinho e atingiu a vítima.

Com a força do impacto, a mulher sofreu ferimentos graves, incluindo fraturas nas pernas e outras lesões. Moradores e pessoas que estavam nas proximidades tentaram prestar socorro imediatamente e realizaram procedimentos de reanimação, mas ela não resistiu aos ferimentos.

A Perícia Oficial foi acionada para realizar os levantamentos técnicos no local e auxiliar na apuração das circunstâncias do acidente.

Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que o condutor estaciona o veículo e entra em um estabelecimento comercial. Instantes depois, o automóvel começa a se deslocar sozinho pela via, culminando no atropelamento.

O caso será investigado pelas autoridades competentes para esclarecer as causas do acidente e eventual responsabilidade pelo ocorrido.

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A disputa pelo Governo do Maranhão nas eleições de 2026 começa a se desenhar com a apresentação de seis pré-candidatos que já colocaram seus nomes à disposição dos partidos e do eleitorado. O cenário reúne representantes de diferentes correntes ideológicas, desde grupos ligados à base governista até lideranças da oposição e partidos de esquerda.

Embora a corrida eleitoral ainda esteja em fase inicial, os movimentos políticos já indicam uma disputa ampla pelo comando do Palácio dos Leões. Até o momento, os nomes oficialmente colocados como pré-candidatos são Orleans Brandão (MDB), Eduardo Braide (PSD), Felipe Camarão (PT), André Luís (Missão), Enilton Rodrigues (PSOL) e Saulo Arcangeli (PSTU).

Apesar da formação desse primeiro grupo, o quadro permanece aberto. Outras siglas avaliam lançar candidaturas próprias nos próximos meses, o que poderá ampliar ainda mais o número de concorrentes na disputa estadual.

Orleans Brandão aposta na continuidade administrativa

Apontado como representante do grupo político liderado pelo governador Carlos Brandão, Orleans Brandão foi escolhido pelo MDB para disputar a sucessão estadual. Ex-secretário de Assuntos Municipalistas, ele tem defendido a continuidade das ações e projetos desenvolvidos pela atual gestão.

Nos bastidores, Orleans vem ampliando sua base de apoio junto a prefeitos, vereadores, deputados estaduais, deputados federais e lideranças políticas de diversas regiões do estado. Como parte da articulação eleitoral, o grupo confirmou o ex-prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Júnior, como pré-candidato a vice-governador.

Eduardo Braide surge como principal nome da oposição

Prefeito de São Luís, Eduardo Braide desponta como um dos principais nomes da oposição para a disputa estadual. Mantendo uma postura independente em relação às polarizações nacionais, o gestor busca ampliar seu diálogo com diferentes setores da sociedade maranhense.

Braide conta com o apoio de lideranças políticas importantes e já anunciou a empresária Elaine Carneiro como pré-candidata a vice-governadora. Sua estratégia tem sido fortalecer sua imagem administrativa e ampliar sua presença no interior do estado.

Felipe Camarão busca consolidar projeto do PT

Atual vice-governador do Maranhão, Felipe Camarão trabalha para fortalecer sua pré-candidatura pelo Partido dos Trabalhadores. O petista aposta na proximidade com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para consolidar seu projeto político.

Apesar do respaldo da direção nacional do partido, Camarão ainda enfrenta desafios internos, já que parte das lideranças petistas mantém diálogo com outros grupos políticos que também pretendem disputar o Governo do Estado.

André Luís aposta no discurso de renovação

Representando o partido Missão, o advogado André Luís tenta se consolidar como alternativa ao eleitorado que defende renovação política e combate à corrupção. Com forte atuação nas redes sociais, ele vem apresentando propostas voltadas para mudanças administrativas e reorganização da gestão pública.

Seu discurso tem alcançado principalmente setores conservadores e eleitores que buscam novas opções para o cenário político estadual.

PSOL e PSTU apresentam candidaturas próprias

No campo da esquerda, o PSOL oficializou a pré-candidatura de Enilton Rodrigues, que defende pautas ligadas à justiça social, redução das desigualdades e ampliação dos direitos dos trabalhadores.

Já o PSTU confirmou o professor universitário Saulo Arcangeli como pré-candidato ao Governo do Maranhão. Entre as principais bandeiras defendidas pelo partido estão a valorização dos serviços públicos, a reforma agrária e a defesa dos direitos da classe trabalhadora.

Com mais de um ano até o início oficial da campanha, a disputa pelo Governo do Maranhão segue em fase de articulações, alianças e definições partidárias. Nos próximos meses, novos nomes e composições políticas poderão alterar o cenário da corrida eleitoral de 2026.

urnas

Com a chegada do período de três meses que antecede o primeiro turno das Eleições Gerais de 2026, passaram a valer, desde sábado (4), as restrições impostas aos agentes públicos pela legislação eleitoral. As regras, conhecidas como “defeso eleitoral”, permanecem em vigor até 25 de outubro e têm como finalidade impedir o uso da máquina pública em benefício de candidaturas, garantindo equilíbrio na disputa.

Foto: TSE

As normas, previstas na Lei das Eleições (Lei nº 9.504/1997) e regulamentadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), alcançam servidores públicos, órgãos e entidades da administração pública direta e indireta das esferas federal e estadual. O descumprimento das determinações pode resultar em multas, além da cassação do registro ou do diploma do candidato beneficiado.

Entre as principais proibições está a realização de atos de pessoal, como nomeações, contratações, demissões sem justa causa, remoções e transferências de servidores na circunscrição do pleito, salvo nas exceções previstas em lei. Permanecem autorizadas, por exemplo, nomeações para cargos em comissão, aprovados em concursos homologados até 3 de julho de 2026 e contratações indispensáveis à manutenção de serviços públicos essenciais.

Também ficam suspensas as transferências voluntárias de recursos entre União, estados e municípios, exceto para obras e serviços já em execução ou em situações de emergência e calamidade pública. A legislação ainda proíbe a divulgação de publicidade institucional dos órgãos públicos, salvo em casos excepcionais reconhecidos pela Justiça Eleitoral, além de restringir pronunciamentos oficiais em cadeia de rádio e televisão fora das hipóteses autorizadas.

Outra exigência é a adequação dos canais oficiais da administração pública. Sites, redes sociais e demais meios institucionais devem retirar conteúdos que identifiquem autoridades, governos ou gestões cujos cargos estejam em disputa, preservando apenas as informações necessárias ao cumprimento das normas de transparência e acesso à informação.

Durante o período eleitoral, também está proibida a contratação de shows artísticos com recursos públicos para inaugurações de obras ou divulgação de serviços governamentais. Além disso, candidatos não podem participar de inaugurações de obras públicas até a realização das eleições.

A legislação prevê que o desrespeito às regras pode gerar penalidades administrativas e eleitorais, incluindo multas, cassação de candidaturas e outras sanções relacionadas ao abuso de poder político, com o objetivo de preservar a igualdade de condições entre os concorrentes no processo eleitoral.

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A maior liderança política da Raposa, Andrea da Colônia, e seu grupo político declararam oficialmente apoio à pré-candidatura de Orleans Brandão (MDB) ao Governo do Maranhão. O anúncio foi feito neste sábado (4), durante um grande adesivaço promovido por Andrea em apoio ao pré-candidato, reunindo lideranças comunitárias, representantes do segmento evangélico e, principalmente, pescadores e marisqueiros do município.

Representando Orleans Brandão no evento, participou Audreia Noleto, que acompanhou a mobilização e destacou a força política demonstrada durante a ação. Segundo ela, o evento evidenciou o apoio popular ao projeto liderado por Andrea da Colônia.

“A Andrea me surpreendeu. Todas as vezes que conversei com ela, falou do povo da Raposa com entusiasmo e apresentou ideias e projetos para o município. Hoje ela demonstra sua força política e é isso que fará a diferença. Precisamos de pessoas comprometidas para continuarmos avançando junto com Orleans nesse projeto de continuidade”, afirmou Audreia Noleto.

Durante o evento, Andrea da Colônia destacou que Orleans Brandão é o nome mais preparado para governar o Maranhão, ressaltando o trabalho desenvolvido por ele à frente da Secretaria de Assuntos Municipalistas. Segundo ela, sua experiência e atuação o credenciam para dar continuidade aos avanços que o estado e o município da Raposa necessitam.

Reconhecida como uma das principais lideranças políticas da Raposa, Andrea da Colônia acumula uma trajetória de atuação em defesa da comunidade pesqueira. Atualmente, ela preside a Colônia de Pescadores Z-53, entidade que representa milhares de pescadores e marisqueiros do município, atividade considerada uma das principais responsáveis pela movimentação da economia local.

O evento também contou com a presença do vereador Magno da Colônia, segundo mais votado nas últimas eleições municipais e reeleito para mais um mandato. Esposo de Andrea da Colônia, o parlamentar reafirmou apoio ao projeto político liderado por Orleans Brandão na Raposa.

Deputados

Andrea da Colônia também reafirmou seu compromisso com as pré-candidaturas de Wolmer Araújo para deputado federal e de Edson Araújo para deputado estadual. Ela destacou o trabalho desenvolvido pelos dois em defesa do setor pesqueiro em todo o Maranhão, especialmente no município da Raposa.

“Nosso compromisso é garantir uma grande votação para Wolmer e Edson. Já contribuímos para que eles fossem os mais votados na Raposa em eleições anteriores e vamos trabalhar para que esse resultado se repita”, afirmou Andrea.

Histórico

Andrea da Colônia possui histórico de expressivas votações no município da Raposa, consolidando-se como uma das principais lideranças políticas locais. Nas eleições de 2020, obteve mais de 2.500 votos na disputa pela Prefeitura, ficando em terceiro lugar mesmo sem a estrutura dos grupos políticos tradicionais do município.

Nas eleições proporcionais, Andrea também tem se destacado pelo apoio a candidatos que alcançaram votações expressivas na cidade. A expectativa de seu grupo político é repetir esse desempenho nas eleições de 2026.

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Nesta sexta-feira, 3 de julho, em agenda no município de Pirapemas, o pré-candidato ao Senado, Dr. Hilton Gonçalo, cumpriu uma série de visitas e destacou a importância de conhecer de perto a realidade das cidades maranhenses para defender políticas públicas mais eficientes no Congresso Nacional.

A programação começou pela feira da cidade, onde Hilton conversou com comerciantes, moradores e lideranças locais, ouvindo demandas e reencontrando amigos. Segundo ele, o contato direto com a população é fundamental para compreender os desafios e identificar oportunidades de desenvolvimento.

Ao longo da visita, o pré-candidato conheceu iniciativas voltadas ao fortalecimento do empreendedorismo, investimentos em infraestrutura viária e a estrutura ferroviária do município, apontada como um importante vetor para impulsionar o transporte de cargas, atrair investimentos e fomentar o crescimento econômico da região.

Hilton Gonçalo afirmou que experiências como as encontradas em Pirapemas reforçam a necessidade de ampliar o olhar sobre os municípios do interior. “Conhecer de perto as realidades dos municípios é o primeiro passo para defender soluções que realmente fazem a diferença”, destacou.

O pré-candidato também defendeu que o Senado tenha representantes comprometidos com as necessidades das cidades maranhenses, ressaltando que desenvolvimento, infraestrutura e geração de oportunidades devem estar entre as prioridades de quem representa o estado em Brasília.

Para Hilton Gonçalo, o futuro do Maranhão passa pelo fortalecimento dos municípios e pela construção de políticas públicas baseadas na realidade de cada região, ouvindo a população e valorizando as vocações locais.

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