A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (8), a Operação Recidiva, com foco no combate a fraudes contra o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), cumprindo 6 mandados de prisão temporária e 8 mandados de busca e apreensão nos estados do Maranhão e Piauí.
As prisões foram realizadas nas cidades de São Luís e Parnaíba. Já as buscas ocorreram também nos municípios de Barreirinhas e Tutóia. Ao todo, 32 policiais federais participaram da operação, autorizada pela Justiça Federal.
A investigação aponta a atuação de um grupo estruturado responsável por inserir vínculos empregatícios falsos em sistemas oficiais, viabilizando a concessão irregular de benefícios previdenciários. O prejuízo estimado aos cofres públicos chega a R$ 4,6 milhões, com pelo menos 50 benefícios identificados como irregulares.
Um dos pontos que mais chamou atenção durante a operação foi a realização de diligências em uma pousada de alto padrão localizada em Tutóia. O estabelecimento, conhecido por avaliações positivas e classificado como “fantástico” em plataformas de hospedagem, é considerado um dos empreendimentos turísticos de destaque na região.
A presença de agentes federais no local gerou repercussão, sobretudo pelo perfil do empreendimento, marcado por estrutura sofisticada e padrão elevado de atendimento. Até o momento, não há confirmação oficial sobre a relação direta da pousada ou de seus responsáveis com o esquema investigado, sendo o local incluído nas diligências para apuração de possíveis conexões.
A operação é desdobramento de investigações iniciadas em 2025 e avançou sobre novos envolvidos, incluindo intermediários e profissionais que atuariam na captação de interessados e na facilitação dos benefícios irregulares.
Além das prisões e buscas, a Justiça autorizou a quebra de sigilos bancário e fiscal dos investigados, bem como o bloqueio de bens e valores, visando garantir o ressarcimento dos prejuízos.
Os investigados poderão responder por crimes como estelionato previdenciário, associação criminosa, falsidade ideológica, inserção de dados falsos em sistemas oficiais e lavagem de dinheiro.
