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PF combate crimes eleitorais no MA e apreende R$ 500 mil em Santa Inês

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A Polícia Federal (PF) intensificou as ações de fiscalização no interior do Maranhão e deflagrou operações contra esquemas de corrupção eleitoral a poucos dias do pleito. As intervenções resultaram na apreensão de meio milhão de reais em dinheiro vivo no município de Santa Inês e na prisão em flagrante de três suspeitos de compra de votos na zona rural de Afonso Cunha.

Em Santa Inês, a apreensão do montante de R$ 500 mil ocorreu durante uma abordagem policial realizada na quarta-feira (1º). De acordo com os elementos colhidos preliminarmente pelos agentes federais, há indícios de que a quantia expressiva seria destinada ao financiamento irregular de campanha nas Eleições 2026.

A principal linha de investigação aponta que o dinheiro pode ser oriundo de um esquema conhecido como “gado de papel” — prática caracterizada por transações fictícias de compra e venda de bovinos utilizadas para movimentar e dissimular a origem de recursos ilícitos. A PF segue com as diligências para identificar a proveniência do montante, determinar os beneficiários e apurar a responsabilidade criminal dos envolvidos.

Prisão por compra de votos em Afonso Cunha Em outra frente de combate aos ilícitos eleitorais, a Polícia Federal autuou três pessoas em flagrante pelos crimes de corrupção eleitoral e associação criminosa, na quarta-feira (30). A ação teve início após uma guarnição da Polícia Militar interceptar os suspeitos no povoado Santa Rita, na zona rural de Afonso Cunha, motivada por denúncias anônimas de captação ilícita de sufrágio.

Durante as buscas pessoais e no veículo utilizado pelo grupo, as equipes policiais apreenderam R$ 960 em espécie, aproximadamente 550 materiais impressos de propaganda política, bandeiras, adesivos, três celulares e um caderno de anotações. O documento continha o registro nominal de eleitores e vinculava a contagem de votos à promessa de vantagens, como a oferta de consultas médicas e a execução de obras públicas.

Diante das provas de autoria e materialidade, a autoridade policial ratificou a prisão do trio. O inquérito prossegue para mapear a dimensão do esquema, identificar possíveis coautores e responsabilizar os candidatos beneficiados pela conduta criminosa.