O pedido de destaque feito pelo ministro Luiz Fux no Supremo Tribunal Federal (STF) caiu como um verdadeiro banho de água fria entre governistas e aliados da deputada Iracema Vale (PSB), que já consideravam encerrado o julgamento sobre a legalidade de sua reeleição à presidência da Assembleia Legislativa do Maranhão (Alema) para o biênio 2025–2026.
A medida suspendeu a análise do caso no plenário virtual e transferiu a deliberação para o plenário físico da Corte, em data ainda indefinida. Até o momento da interrupção, o placar estava em 8 a 0 pela legalidade do processo, com votos favoráveis de ministros como Flávio Dino, Cristiano Zanin, Nunes Marques, André Mendonça, Alexandre de Moraes e a relatora, ministra Cármen Lúcia.

A ação foi movida pelo partido Solidariedade, que questiona o critério de desempate por idade — previsto no regimento interno da Alema desde 1991 — e alega possível favorecimento à parlamentar. A maioria dos ministros já havia reconhecido que a norma é legítima e não houve casuísmo.
Com a decisão de Fux, o que era visto como uma vitória consolidada agora gera expectativa e tensão nos bastidores. Há possibilidade, ainda que remota, de mudança no rumo do julgamento, o que poderia favorecer o deputado Othelino Neto, que também disputou o comando da Casa.
O novo julgamento será realizado presencialmente, mas ainda não há data definida para sua retomada.
