A Polícia Federal cumpriu, na manhã desta terça-feira (4), mandados de busca e apreensão contra o senador Weverton Rocha (PDT-MA) e interlocutores do parlamentar. A ação faz parte da Operação Sem Desconto, autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que investiga um esquema de lavagem de dinheiro decorrente de descontos indevidos aplicados em benefícios de aposentados e pensionistas do INSS. As movimentações sob suspeita somam cerca de R$ 6,3 bilhões.
Ao todo, os agentes da PF executaram 18 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e no Maranhão. Em São Luís, um dos alvos foi o apartamento do senador, localizado no Condomínio Farol da Ilha, no bairro da Ponta d’Areia. A ofensiva ostensiva também alcançou familiares do parlamentar, o advogado Willer Tomaz, o prefeito de Paço do Lumiar Fred Campos e figuras de influência política em Brasília ligadas a Weverton. A informação foi divulgada pelo Jornalista Carla Lima da TV Mirante.
Agentes da PF na nas depedencias do Posto Júlia Campos em Paço, cujo um dos sócios é Fred Campos

Segundo a Polícia Federal, esta etapa da investigação busca rastrear a origem e o destino do fluxo financeiro, além de delimitar a responsabilidade individual dos envolvidos na suposta ocultação de bens e valores. O material apreendido pelas equipes passará por perícia técnica.
O novo desdobramento impõe forte impacto à imagem de Weverton Rocha, uma das principais lideranças do PDT no estado, que volta a ser centro de investigações federais. Por se tratar de fase inquisitorial, a execução das buscas não configura condenação, cabendo ao STF e à Procuradoria-Geral da República avaliar os elementos colhidos antes de eventuais denúncias formais.
