Novos desdobramentos da operação Lei do Retorno

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A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (21), mais uma etapa da Operação Lei do Retorno, que investiga desvios de mais de R$ 50 milhões do Fundeb entre 2021 e 2025. A ação cumpriu 49 mandados de busca e apreensão no Maranhão e no Ceará, elevando para 94 ordens judiciais executadas em duas fases esta semana.

O que foi encontrado

Durante as buscas, agentes descobriram um celular escondido dentro da caixa de um vaso sanitário, numa aparente tentativa de ocultar evidências. O aparelho foi apreendido e encaminhado para perícia.

Outros itens apreendidos incluem cerca de R$ 2,5 milhões em espécie, além de cheques, veículos e documentos considerados estratégicos para as investigações.

Locais de atuação

No Maranhão, a operação atingiu municípios como Estreito, Imperatriz, Santa Inês, Pindaré-Mirim, Itapecuru-Mirim, São José de Ribamar e Timon. No Ceará, ações também ocorreram em Fortaleza.

Novos alvos políticos

A nova fase atingiu diretamente o clã político liderado pelo ex-prefeito e atual secretário estadual Fábio Gentil: o ex-prefeito, sua filha (deputada federal Amanda Gentil), a deputada estadual Daniella Gentil e o gabinete do atual prefeito de Caxias, Gentil Neto, já haviam sido alvos na primeira etapa da operação.

Na segunda etapa, os prefeitos de Estreito (Léo Cunha) e Santa Inês (Felipe dos Pneus) também passam a ser investigados. Foi na residência do prefeito de Santa Inês que os agentes localizaram o celular no vaso sanitário. Em nota, ele afirmou que todos os contratos da educação seguiam a lei e manifestou confiança no esclarecimento dos fatos. O prefeito de Estreito ainda não se pronunciou.

Esquema criminoso desvendado

Segundo a Polícia Federal, o esquema consistia na manipulação de licitações municipais para direcionar contratos com recursos do Fundeb a empresas controladas ou coniventes. Uma parte dos valores desviados era devolvida aos servidores públicos envolvidos como benefício pessoal — prática que configura graves irregularidades.

Atualmente, o núcleo investigado responde por fraudes em licitações, desvio de recursos públicos e apropriação indevida dos valores retirados da educação.