Quando há compromisso público e força de vontade, as soluções aparecem.
O presidente da Câmara Municipal de Paço do Lumiar, Fernando Feitosa, e os demais vereadores deveriam se espelhar na postura adotada pelos parlamentares de Imperatriz, segundo maior município do Maranhão.
Na cidade, a Câmara Municipal passará por reforma, mas, mesmo assim, todas as atividades do Legislativo continuarão sendo realizadas presencialmente, em um prédio provisório. (VEJA AQUI). A medida garante que a população continue acompanhando de perto o trabalho dos vereadores e demais ações do Parlamento municipal.
Em Paço do Lumiar, no entanto, o cenário é bem diferente. O presidente Fernando Feitosa anunciou a reforma do prédio da Câmara, mas demonstrou total incapacidade administrativa ao não providenciar sequer um espaço provisório para a realização das sessões presenciais. A solução adotada foi manter os trabalhos de forma exclusivamente virtual.

O mais grave é que, além do presidente, nenhum dos demais vereadores se manifestou publicamente ou cobrou a retomada das sessões presenciais, evidenciando desinteresse e desrespeito com a população luminense, que é quem paga os salários e todas as regalias dos parlamentares.
As sessões presenciais estão suspensas há mais de sete meses, desde o anúncio da reforma e ampliação da Câmara. Segundo fontes ouvidas pela redação do blog Pedro Felipe, ainda não há data definida para a conclusão da obra, tampouco para a devolução da Casa Legislativa ao povo de Paço do Lumiar.
Vale lembrar que esta não é a primeira reforma enfrentada pela Câmara Municipal. Em uma ocasião anterior, durante as obras, o Legislativo funcionou provisoriamente no salão paroquial de uma igreja, localizada próxima à sede, praticamente sem custo algum para o poder público. Além disso, o município dispõe de outros espaços acessíveis que poderiam abrigar temporariamente as atividades legislativas.
Nos bastidores, há quem afirme que a insistência em manter as sessões e demais atividades de forma online teria como objetivo abafar o chamado “caso das jujubas”, que supostamente envolveria substnacias jujubas com possíveis efeitos psicoativos ervido a vereadoras em uma confraternização e teria como protagonistas o presidente Fernando Feitosa e o vice-presidente da Casa, vereador Paulo Henrique.
O episódio foi denunciado à Polícia Civil pelas vereadoras Ellen do Bigode, Mary Mojó e Bianca Mendes, e segue sob investigação.
Enquanto isso, o povo de Paço do Lumiar continua distante do plenário e sem acesso presencial ao legislativo municipal, em um claro retrocesso à transparência e à participação popular.

