O Tribunal de Justiça do Maranhão definiu, nesta quarta-feira (4), o nome que comandará o Judiciário estadual no biênio 2026–2028. Em uma eleição marcada por forte disputa e placar apertado, o desembargador Ricardo Duailibe foi escolhido presidente do TJMA durante a primeira sessão plenária de fevereiro.
A votação, realizada de forma secreta e conduzida pelo atual presidente da Corte, desembargador Froz Sobrinho, movimentou os bastidores do tribunal. Duailibe venceu o desembargador José Luiz Almeida, atual corregedor-geral da Justiça, por 19 votos a 14, em uma das eleições mais acompanhadas dos últimos anos no âmbito do Judiciário maranhense.
A escolha do novo presidente dá início ao processo de transição administrativa que culminará na posse da nova Mesa Diretora. A definição completa da cúpula do tribunal segue sendo finalizada na própria sessão plenária.
Vice-presidência também é definida
Na mesma votação, o desembargador Gervásio Protásio foi eleito vice-presidente do TJMA, repetindo o desempenho do presidente eleito ao conquistar 19 votos. O desembargador Tyrone ficou em segundo lugar, com 14 votos, resultado que voltou a evidenciar o equilíbrio e a divisão entre os membros da Corte.
Com isso, Ricardo Duailibe e Gervásio Protásio passam a formar a principal linha de comando do Tribunal de Justiça do Maranhão, assumindo a missão de conduzir a instituição pelos próximos dois anos.
Outras eleições e posse
Além da presidência e da vice-presidência, a sessão também define os ocupantes dos cargos de corregedor-geral da Justiça e corregedor do foro extrajudicial (COGEX), ambos com mandato previsto para o mesmo período. Os nomes escolhidos para essas funções devem ser divulgados ainda hoje.
A posse da nova administração do TJMA está prevista para a última sexta-feira útil de abril de 2026, quando também serão escolhidos os novos integrantes do Órgão Especial do tribunal.
Toda a votação é acompanhada por magistrados, servidores e público externo, com transmissão ao vivo pelo canal oficial do TJMA no YouTube, ampliando a repercussão de um processo decisório considerado histórico no Judiciário maranhense.
