A sessão da Câmara Municipal de Paço do Lumiar desta sexta-feira, 6, assanhou um caso de violência contra as vereadoras que, mesmo diante da gravidade, foi simplesmente jogado para debaixo do tapete. O caso foi registrado em maio de 2025 e protagonizou um dos maiores escândalos da história política de Paço do Lumiar, pela forma deprimente que expôs o legislativo luminense, mesmo com o caso abafado.
Durante uma discussão sobre a vereadora Lilian do Charuto, que teria se sentido diminuída por não ter recebido o gabinete do vereador Rafael Neves — que estava licenciado —, a vereadora e procuradora Ellen do Bigode tentou surfar na onda do caso e acabou fazendo com que o “Caso das Jujubas”, que envolve boa parte dos vereadores, viesse à tona.
Ellen, durante o discurso, foi aparteada pela vereadora Mary do Mojó, que salientou que vai trazer em uma próxima sessão um assunto grave de violência contra as mulheres. Mojó se refere na fala da seguinte forma:
— Uma grande violência nós sofremos aqui, nós mulheres, e eu vou trazer depois.
Ellen responde em um tom totalmente desestabilizada:
— Eu acho que às vezes, eu acho, vereadora, que a gente não tem que esperar pelo amanhã, às vezes o amanhã pertence a Deus — disse. Ao final, a vereadora Ellen, em um tom diferente, completa: — E talvez a gente não esteja aqui.
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