A primeira pesquisa eleitoral divulgada após o primeiro turno coloca Flávio Bolsonaro (PL) à frente de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa pelo Palácio do Planalto. Levantamento PoderData/Aya, divulgado nesta quinta-feira (8), aponta o senador com 53% dos votos válidos contra 47% do atual presidente na simulação de segundo turno, marcado para 25 de outubro.
A diferença é maior do que a registrada nas urnas. No primeiro turno, Flávio recebeu 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula ficou com 45,16%. A vantagem do senador foi de 1,87 ponto percentual. Na nova pesquisa, a distância chega a seis pontos.
O levantamento foi realizado entre os dias 5 e 7 de outubro, poucos dias depois da definição dos dois candidatos que avançaram para a segunda etapa. Em relação à pesquisa anterior, Flávio subiu três pontos percentuais, enquanto Lula caiu três. Antes do primeiro turno, os dois apareciam tecnicamente empatados na intenção de voto.
A mudança também aparece quando os entrevistados são questionados sobre quem consideram ter mais chances de vencer a eleição. Flávio é apontado como favorito por 54%, enquanto 37% acreditam que Lula será reeleito. Outros 9% não souberam responder.
Esse indicador também mudou bastante em relação à pesquisa anterior. Antes do primeiro turno, 45% consideravam Flávio mais provável de vencer, enquanto 48% apontavam Lula. Agora, o senador aparece 17 pontos à frente nesse quesito. A percepção de favoritismo passou a acompanhar a vantagem conquistada por Flávio nas urnas.
Entre os eleitores que afirmam ter votado no senador no primeiro turno, 92% acreditam que ele será eleito. Entre os que votaram em Lula, 76% demonstram confiança na vitória do petista. Flávio também aparece à frente entre os eleitores que escolheram candidatos que não avançaram para o segundo turno quando a pergunta trata de quem tem mais chances de vencer.
A pesquisa mostra diferenças importantes entre as regiões e segmentos do eleitorado. Flávio apresenta seus melhores resultados no Sul, com 58% dos votos válidos, seguido pelo Centro-Oeste, com 54%, e pelo Sudeste, com 51%. Lula mantém vantagem entre as mulheres, grupo no qual aparece com 50%, contra 42% de Flávio.
A rejeição dos dois candidatos também foi medida pelo levantamento. Flávio é rejeitado por 43% dos entrevistados, três pontos a menos que na pesquisa anterior. Lula aparece com 46%, uma oscilação de um ponto para baixo. Em uma eleição de segundo turno, quando apenas dois nomes permanecem na disputa, esse índice passa a ter peso na tentativa de cada candidatura de conquistar eleitores que votaram em outros candidatos na primeira etapa.
A avaliação do governo federal é outro dado desfavorável a Lula. Segundo a pesquisa, 49% desaprovam o trabalho do presidente, enquanto 44% aprovam. Quando a pergunta trata da administração federal, 50% dizem desaprovar a gestão petista e 44% aprovam.
Na avaliação geral do governo, 46% dos entrevistados classificam a administração como ruim ou péssima. Outros 37% consideram o trabalho ótimo ou bom, enquanto 14% avaliam como regular. Há ainda 3% que não souberam responder.
O levantamento ouviu 3 mil pessoas entre 5 e 7 de outubro, em 705 municípios das 27 unidades da Federação. As entrevistas foram realizadas por telefone, em linhas fixas e celulares. A margem de erro é de 1,8 ponto percentual, com intervalo de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-08134/2026.
A pesquisa apresenta uma fotografia bastante diferente daquela registrada antes da votação. Flávio saiu do primeiro turno com uma vantagem de 1,87 ponto e aparece agora com seis pontos sobre Lula. Mais do que isso, passou a ser apontado pela maioria dos entrevistados como o candidato com maior chance de vencer. Com pouco mais de duas semanas até o segundo turno, Lula terá de buscar os votos dos candidatos eliminados e tentar mudar uma percepção que, neste momento, favorece o adversário.
