A operação foi realizada por equipes da Polícia Civil do Piauí, por meio da Coordenação de Operações e Recursos Especiais (CORE) e das delegacias de Gilbués, Corrente e Uruçuí. Segundo o delegado Janilson Coutinho, a prisão preventiva foi decretada após a obtenção de novos elementos durante as investigações. O conteúdo das provas permanece sob sigilo.
Investigação aponta possível vingança
Conforme a Polícia Civil, o assassinato de Luís Carlos teria sido motivado por vingança. A vítima era investigada pela morte de Antônio Sousa Neto, irmão do vereador Hélio Tiví, assassinado em 2024, no município de Riachão, no Maranhão.
Luís Carlos chegou a ser preso pelo crime contra o irmão do parlamentar, mas respondia ao processo em liberdade quando foi morto a tiros na porta de casa.
Ainda segundo as investigações, o veículo utilizado pelos autores do homicídio teria sido alugado em uma locadora de Balsas e estaria vinculado ao vereador Hélio Tiví. A informação integra os elementos analisados pela polícia para esclarecer a participação dos investigados no caso.
Vereador já havia sido preso
Hélio Tiví já havia sido preso temporariamente em fevereiro deste ano, após se apresentar na Delegacia de Gilbués acompanhado de um advogado. Na ocasião, ele negou envolvimento no assassinato e afirmou ser inocente. O vereador também teria levantado a possibilidade de o crime ter sido cometido por outro integrante da família.
Com o avanço das investigações e a apresentação de novos elementos, a Polícia Civil solicitou a prisão preventiva do vereador e do assessor. A medida foi autorizada pela Justiça.
Os dois permanecem à disposição do Poder Judiciário enquanto as investigações prosseguem. Até o momento, não há condenação contra os investigados, que têm direito à ampla defesa e ao contraditório.
