Trabalhadores vinculados à instituição relatam problemas em salários, FGTS, férias, insalubridade, piso da enfermagem e pagamento de plantões em São José de Ribamar
Com informações do blog Aluisio Junior
A situação dos profissionais vinculados ao IGEP, em São José de Ribamar, vem aumentando a pressão sobre a gestão do prefeito Dr. Julinho. Trabalhadores relatam uma série de problemas relacionados ao pagamento de salários e direitos trabalhistas e cobram respostas da instituição e da Prefeitura Municipal.
Segundo denúncias encaminhadas à redação, pais e mães de família estariam enfrentando dificuldades financeiras diante da falta de regularidade nos pagamentos. Os relatos apontam que não haveria um calendário definido para o pagamento dos salários e que funcionários estariam recebendo em datas diferentes, mesmo pertencendo a categorias semelhantes.
As reclamações envolvem ainda o pagamento de adicional de insalubridade, depósitos do FGTS, verbas rescisórias, férias, piso da enfermagem e plantões realizados por profissionais da saúde.

De acordo com os trabalhadores, alguns salários estariam sendo pagos com atraso, enquanto outros funcionários receberiam os valores em datas diferentes. A falta de previsibilidade, segundo os relatos, estaria comprometendo o planejamento financeiro das famílias.
Profissionais também afirmam que o adicional de insalubridade não estaria sendo pago integralmente a parte dos trabalhadores, mesmo em atividades consideradas de risco.
Outra reclamação diz respeito aos depósitos do FGTS. Segundo os relatos, os valores não estariam sendo repassados integralmente há vários meses.
Ex-funcionários também cobram o pagamento de verbas rescisórias. Há relatos de trabalhadores que teriam sido desligados há mais de dois meses e ainda aguardariam os valores devidos, sem previsão definida para a quitação.
Na área da saúde, uma das principais reclamações envolve o pagamento do piso da enfermagem. Segundo profissionais, os repasses estariam ocorrendo com atrasos que, em alguns casos, ultrapassariam 15 dias.
A situação também envolve trabalhadores que participaram do último concurso público realizado em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde (SEMUS). Conforme os relatos, profissionais da saúde trabalharam em dois domingos e ainda aguardam o pagamento pelos plantões realizados.
Os trabalhadores afirmam que procuram informações sobre os valores, mas não estariam recebendo respostas consideradas satisfatórias sobre quando os pagamentos serão realizados.
Embora os trabalhadores apontem a empresa responsável pelo vínculo empregatício como uma das responsáveis pelos atrasos, as cobranças também recaem sobre a Prefeitura de São José de Ribamar, comandada pelo prefeito Dr. Julinho, principalmente em relação aos contratos, repasses e serviços vinculados à administração municipal.
A situação coloca a gestão municipal diante da necessidade de prestar esclarecimentos sobre os recursos destinados aos serviços, os repasses realizados e as medidas adotadas para garantir que os trabalhadores recebam seus salários e demais direitos.
Os funcionários questionam justamente quem deve responder pelos atrasos e cobram que Prefeitura e instituição deixem de transferir responsabilidades enquanto os profissionais permanecem sem receber valores que consideram essenciais para o sustento de suas famílias.
A insatisfação vem crescendo entre os profissionais, que pedem um posicionamento oficial e um cronograma para a regularização dos pagamentos eventualmente pendentes.
Além dos salários, os trabalhadores querem esclarecimentos sobre FGTS, insalubridade, férias, rescisões, piso da enfermagem e pagamento dos plantões.
O caso aumenta a pressão sobre a administração do prefeito Dr. Julinho, que terá de explicar a situação dos contratos e repasses relacionados aos profissionais e quais providências estão sendo adotadas para solucionar as reclamações.
A reportagem deixa aberto o espaço para manifestação do IGEP e da Prefeitura de São José de Ribamar. A administração municipal poderá esclarecer os valores eventualmente repassados à instituição, a existência ou não de pagamentos pendentes e apresentar um cronograma para a regularização das obrigações.
Até que os fatos sejam oficialmente esclarecidos, as informações sobre possíveis irregularidades trabalhistas são tratadas como denúncias apresentadas pelos trabalhadores e deverão ser apuradas pelos órgãos competentes.
