Cinco candidatos participaram do encontro; Eduardo Braide e Reginaldo Lima não compareceram
O segundo e o terceiro blocos do debate entre os candidatos ao governo do Maranhão foram marcados por confrontos diretos sobre temas como transporte, infraestrutura, economia, educação, saúde, segurança pública, assistência social e situação fiscal do Estado.
Participaram do debate Orleans Brandão (MDB), Felipe Camarão (PT), Roberto Rocha (PRTB), André Luís (Missão) e Saulo Arcangeli (PSTU). Eduardo Braide (PSD) e Reginaldo Lima (PCB) não compareceram.
No segundo bloco, os candidatos sortearam os temas e escolheram adversários para responder às perguntas, em uma dinâmica que contou com pergunta, resposta, réplica e tréplica.
Roberto Rocha questionou Orleans Brandão sobre transporte e infraestrutura. Ele criticou as condições da malha viária maranhense e perguntou quais seriam as diferenças entre uma eventual gestão de Orleans e o atual governo.
Orleans respondeu destacando investimentos realizados na área de mobilidade e infraestrutura. Segundo ele, mais de 5 mil quilômetros de malha viária foram executados durante a gestão do governador Carlos Brandão.
Na sequência, Orleans escolheu Saulo Arcangeli para responder sobre infraestrutura. Saulo contestou os avanços apresentados pelo adversário e afirmou que as estradas maranhenses continuam em condições precárias. O candidato também defendeu investimentos em escolas, estradas e saúde.
Economia e educação entram no debate
André Luís questionou Felipe Camarão sobre propostas para o desenvolvimento econômico do Maranhão e criticou os resultados do grupo político ligado ao candidato petista.
Camarão afirmou que a atração de investimentos passa pela redução da carga tributária e apresentou as linhas gerais de seu plano de governo, dividido em cinco eixos e com compromissos específicos para o Estado.
Felipe Camarão também questionou Roberto Rocha sobre educação. O candidato criticou o que classificou como retrocesso na área e citou a queda do Maranhão no ranking do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb).
Roberto Rocha respondeu destacando sua atuação em defesa da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) e afirmou que pretende fortalecer as universidades para ampliar a formação profissional e estimular o empreendedorismo entre os jovens.
Na área de segurança pública, Saulo Arcangeli questionou André Luís sobre as propostas do Partido Missão para combater a criminalidade.
André Luís defendeu um programa que chamou de “Prender ou Matou”, com foco no combate aos responsáveis por crimes e na retomada de áreas consideradas dominadas pela criminalidade.
Ajuste fiscal e combate à pobreza
No terceiro bloco, os candidatos voltaram a se questionar, desta vez com temas livres.
André Luís perguntou a Orleans Brandão sobre o equilíbrio das contas públicas e a capacidade de investimento do Maranhão. Orleans afirmou que o Estado avançou na situação fiscal durante a atual gestão.
Segundo o candidato, o Maranhão passou da 23ª posição em solidez fiscal para a segunda colocação e elevou sua capacidade de pagamento de nota C para A.
Saulo Arcangeli questionou Roberto Rocha sobre propostas para saúde e educação e criticou a participação da iniciativa privada nesses setores.
Roberto Rocha respondeu defendendo princípios ligados à livre iniciativa, à família e à liberdade, afirmando também ter orgulho de se posicionar politicamente como um candidato de direita.
Orleans Brandão perguntou a Saulo sobre suas propostas para a assistência social. Saulo afirmou que o Maranhão ainda enfrenta altos índices de pobreza e extrema pobreza e defendeu o aumento dos recursos destinados à área.
Roberto Rocha questionou Felipe Camarão sobre o crescimento da economia maranhense e os índices de pobreza. Camarão atribuiu a permanência da desigualdade a fatores históricos e econômicos, citando os impactos de diferentes governos e da pandemia.
Felipe Camarão também questionou André Luís sobre segurança pública. O petista destacou ações realizadas durante o período em que participou do governo estadual e citou a redução de rebeliões no Complexo Penitenciário de Pedrinhas e a saída de São Luís do ranking das cidades mais violentas do país.
André Luís, por sua vez, apresentou propostas do Partido Missão voltadas ao desenvolvimento econômico, à geração de oportunidades e ao enfrentamento da criminalidade.
Candidatos reforçam propostas nas considerações finais
Nas considerações finais, Roberto Rocha agradeceu a participação no debate e afirmou enfrentar candidaturas apoiadas pelas estruturas dos governos federal, estadual e municipal. Também criticou o grupo político que atualmente administra o Maranhão e destacou sua trajetória de oposição.
Saulo Arcangeli defendeu uma candidatura de esquerda ligada aos movimentos sociais. O candidato citou trabalhadores, comunidades quilombolas e indígenas e pautas relacionadas à preservação ambiental.
André Luís apresentou o Partido Missão como alternativa à política tradicional e voltou a abordar problemas relacionados à segurança pública, geração de empregos e condições das estradas.
Felipe Camarão destacou sua trajetória profissional e afirmou representar diferentes setores da população maranhense. O candidato citou propostas para regularização fundiária, saúde, segurança e educação, além de reforçar sua proximidade política com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e com o ex-governador Flávio Dino.
Orleans Brandão afirmou ter apresentado propostas durante o debate e defendeu a continuidade das ações desenvolvidas pelo atual governo. Entre as medidas citadas estão a ampliação das escolas em tempo integral, construção de unidades de saúde, investimentos em segurança pública e ações de combate à extrema pobreza.
Braide e Reginaldo não participaram
Eduardo Braide informou, por meio das redes sociais, que reconhece a importância dos debates eleitorais e afirmou ter confirmado presença em um debate promovido pela TV Globo. Segundo o candidato, a ausência no encontro da Band Maranhão ocorreu em razão de sua agenda de campanha em municípios do Estado.
Reginaldo Lima informou à TV Band que não participou do debate porque cumpria agenda de campanha em Imperatriz.
