Uma caminhonete Nissan Frontier, de placa SNF1D35, pertencente à empresa Mobile Automotiva Ltda., foi flagrada circulando pelas ruas de Paço do Lumiar exibindo, no vidro traseiro, adesivos de apoio à primeira-dama Maedja Campos, pré-candidata a deputada estadual, à presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, Iracema Vale, pré-candidata a deputada federal, e ao pré-candidato ao Governo do Estado, Orleans Brandão.

O fato chama atenção porque o veículo pertence à mesma empresa responsável pelo fornecimento de veículos locados à Prefeitura de Paço do Lumiar. A Mobile Automotiva mantém o Contrato Administrativo nº 004/2025 com a Secretaria Municipal de Planejamento, Administração e Finanças (SEMPAF), acordo que foi prorrogado por meio do 1º Termo Aditivo até 2027, garantindo um valor global superior a R$ 2 milhões aos cofres da empresa.
Segundo informações obtidas pela reportagem, a caminhonete adesivada estaria sendo utilizada em atividades ligadas ao grupo político da gestão municipal e em eventos relacionados às pré-campanhas dos candidatos estampados no veículo.



A situação levanta questionamentos sobre a utilização de veículos vinculados a contratos públicos para a promoção de agentes políticos e pré-candidatos. Caso o automóvel integre a frota disponibilizada à administração municipal, cabe esclarecer se houve autorização para a utilização do bem com material de cunho político-eleitoral e se a prática está em conformidade com os princípios da legalidade, impessoalidade e moralidade administrativa.
O episódio também reacende o debate sobre a separação entre a estrutura pública e os interesses eleitorais, especialmente em um período que antecede as eleições de 2026, quando a legislação impõe restrições e cuidados redobrados para evitar o uso da máquina pública em benefício de pré-candidaturas.
Até o momento, não houve manifestação oficial da Prefeitura de Paço do Lumiar, da Mobile Automotiva Ltda., da primeira-dama Maedja Campos, da deputada Iracema Vale ou de Orleans Brandão sobre o caso.
O espaço permanece aberto para que os envolvidos apresentem esclarecimentos. Quando recursos públicos e contratos custeados pelo contribuinte entram em cena, a transparência deixa de ser uma opção e passa a ser uma obrigação. (Com informações do SLZMA News)
