As mensagens, divulgadas pela própria suspeita em um grupo de aplicativo, foram obtidas com exclusividade pela TV Mirante. A vítima, uma jovem de 19 anos, relatou ter sido espancada após ser acusada de furtar joias da ex-patroa.
Em um dos áudios, a empresária afirma que, ao ser abordada por policiais militares, reconheceu um dos agentes. Segundo ela, mesmo diante dos hematomas visíveis no corpo da vítima, não houve condução à delegacia.
Em nota, a Secretaria de Segurança Pública do Maranhão informou que não há confirmação sobre a veracidade dos conteúdos divulgados nem sobre eventual envolvimento de agentes públicos. O órgão destacou que, caso haja formalização de denúncia, o caso será apurado.
A investigação está sob responsabilidade da Polícia Civil do Maranhão, por meio da 21ª Delegacia do Araçagy. Até o momento, a suspeita não foi presa nem indiciada.
Relato de agressões
A vítima afirmou que foi submetida a agressões físicas, incluindo puxões de cabelo, socos e quedas, e que tentou proteger a barriga durante os ataques. Segundo o relato, as agressões continuaram mesmo após a joia, inicialmente apontada como furtada, ter sido encontrada dentro da residência.
A jovem informou que procurou a polícia no dia seguinte, quando registrou boletim de ocorrência e realizou exame de corpo de delito, que confirmou as lesões.
Nos áudios, a suspeita descreve as agressões e menciona a participação de um homem não identificado. A defesa de Carolina Sthela nega a autenticidade das mensagens e afirma que o conteúdo divulgado distorce os fatos.
Histórico e apuração
De acordo com a polícia, a empresária responde a mais de dez processos judiciais. Em um deles, foi condenada por calúnia após acusar falsamente uma ex-funcionária de furto.
A Ordem dos Advogados do Brasil, por meio da Comissão de Direitos Humanos, acompanha o caso e prepara relatório sobre os antecedentes e a denúncia recente.
