Janeiro de 2026 expôs, com clareza técnica, o grau de sobrecarga enfrentado pela classe contábil no Maranhão. Encerramento de exercício, apurações simultâneas, acúmulo de obrigações acessórias, ajustes no Simples Nacional e a transição para a reforma tributária criaram um ambiente de alta compressão operacional, incompatível com a rigidez tradicional do calendário fiscal.
Diante desse cenário, a nova condução do Conselho Regional de Contabilidade do Maranhão adotou uma estratégia baseada em articulação institucional e leitura realista da capacidade de execução do mercado. Sob a liderança de Fernando Henrique, o Conselho passou a atuar como instância técnica de mediação entre escritórios, contribuintes e administrações fazendárias, substituindo o conflito automático pela construção de soluções ajustadas à realidade.
O resultado dessa atuação foi a reprogramação do vencimento do ISS da competência dezembro de 2025 em São Luís, somada à dilatação dos prazos do ICMS e à ampliação das datas de entrega da EFD e da DIEF no âmbito estadual. A iniciativa reduziu riscos de penalidades em massa, preservou a coerência entre escrituração e apuração e reforçou uma premissa essencial da boa governança tributária: arrecadar com previsibilidade é mais eficiente do que punir por incapacidade operacional.
