A região de mata onde três crianças desapareceram desde o dia 4 de janeiro, em um povoado da zona rural de Bacabal, no Maranhão, apresenta grandes proporções e alto grau de complexidade, o que tem dificultado o trabalho das forças de segurança. Segundo as equipes envolvidas na operação, a área total alcança aproximadamente 15 mil quilômetros quadrados, composta por vegetação densa, áreas de pastagem, açudes e lagos.
Dentro desse território, as buscas já avançaram sobre um espaço equivalente a cerca de 150 campos de futebol, concentrando-se principalmente entre o Quilombo São Sebastião dos Pretos e o povoado Santa Rosa. Foi nesta última localidade que Anderson Kauan, de 8 anos, foi encontrado, a cerca de quatro quilômetros em linha reta do ponto inicial do desaparecimento.
Os irmãos Ágata e Michael, de 6 e 4 anos, continuam desaparecidos. As buscas entraram no décimo dia consecutivo, sem que até o momento haja informações concretas sobre o paradeiro das duas crianças.
Além da extensão da área, as equipes enfrentam dificuldades adicionais. A região não possui fornecimento de energia elétrica e apresenta riscos naturais, como armadilhas deixadas por caçadores, além da presença constante de serpentes, insetos e outros animais silvestres.
Com o avanço da operação, novas estratégias foram adotadas para ampliar o alcance das buscas. As ações contam com o uso de drones equipados com câmeras térmicas, cães farejadores e bases operacionais montadas com o apoio da comunidade local, que também tem colaborado ativamente nos trabalhos.
